Pragmático QB

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domingo, 6 de novembro de 2016

FC Porto 1 vs Benfica 1 - 06.11.2016 - Liga Portuguesa

O carrasco Herrera finalizou o que o Nuno iniciou.

Jorge Costa na sua habitual crónica escrita no Jornal OJOGO, dizia hoje que em dias de clássico tudo era diferente, desde a forma como encaravam o estágio, à forma como os empregados do hotel onde a equipa estava reagiam á presença dos jogadores. O antigo capitão classifica como o jogo dos jogos, o maior clássico do futebol português, o jogo entre as duas maiores equipas do país.

Eu partilho da mesma opinião, acrescentando ainda que é daqueles jogos que nunca se pode perder, sendo o empate um resultado positivo unicamente em ocasiões muito especiais. As visitas do nosso rival à Invicta, devem começar a ser jogadas logo após o autocarro vermelho passar a fronteira de Coimbra, devendo continuar com a pressão no hotel, culminado com a batalha das 4 linhas. Não sei se ainda o fazem, mas era habitual a equipa vermelha pernoitar num hotel em Gaia relativamente perto do local onde vivo e lembro-me perfeitamente de um ano em que colocaram uma tarja em frente ao hotel que dizia "Ides Sofrer Como Cães", essa época foi a última em que fomos campeões, e o jogo foi ganho à pàla do Kelvin. Coincidências.

Esta semana muito se falou e escreveu sobre a célebre frase de Pedroto que dizia que "Enquanto fomos bons rapazes, fomos sempre comidos". Eu, mais uma vez partilho da opinião de grande parte da nação portista, que chegou a altura de dizer BASTA, chegou a altura de fazermos jus à fama que temos de "Feios, Porcos e Maus".

Sobre o jogo de hoje, há um facto inquestionável, a equipa terá feito um dos melhores jogos da temporada, embora o resultado nem pouco, mais, ou menos, tenho sido positivo e o que todos os portistas desejariam. Faz-me lembrar a velha máxima sportinguista, "Jogaram como nunca, perderam como sempre". Provamos um pouco do sabor amargo de sofrer um golo nos descontos, embora as comparações com o golo aos 92' do Kelvin não façam qualquer sentido, dado o que um e outro jogo significaram.

O Porto entrou muito forte no jogo, pressionou alto, recuperava rapidamente a bola, criava perigo, não deixava o Benfica rematar à baliza de Casillas e o empate ao intervalo não traduzia o que se tinha passado em campo durante os primeiros 45 minutos. Esmiuçando os números da 1º parte, facilmente se percebe que só uma equipa poderia estar em vantagem, o Porto goleava na posse de bola (61-39%), nos remates (9-5) e principalmente nos remates enquadrados à baliza (5-0). O Porto estava a perder uma excelente oportunidade de estar a ganhar com alguma facilidade ao rival. A 2ª parte começa praticamente da mesma forma, com a diferença do golo do Benfiquista Jota, que finalmente dava alguma justiça ao marcador e quando se pensava que a equipa partiria em definitivo para uma vitória categórica, Nuno primeiro com as substituições de marcha atrás e Herrera depois com uma intervenção no jogo suicida, provocaram um empate muito difícil de digerir.

O Porto perdeu uma excelente oportunidade de encostar no primeiro classificado, já o tinha feito com o empate em Setúbal e manteve a mesma fórmula com o empate de hoje. A juventude explica alguma coisa, a ineficácia explica alguma coisa, a aselhice explica alguma coisa e Nuno pode explicar o resto e o resto para mim é porque é que estando em vantagem, nos custa tanto matar os jogos. A mentalidade de equipa pequena que se agarra ao 1-0 parece não abandonar a equipa e Nuno tem culpa directa nisso.

Nota de destaque: Esta crónica é feita algo a quente, por isso é normal que me esqueça de alguma coisa, ou que não veja e entenda o jogo como realmente aconteceu.



Felipe - O MVP da partida. Acho que já restam poucas dúvidas, estamos perante um centralão. O brasileiro fez mais um grande jogo, limpou tudo pelo ar e pela terra. Continua a ter alguma dificuldade em sair a jogar, mas isso resolve-se facilmente, basta passar a bola ao Danilo. Já o disse e repito, não me admirava nada se daqui a relativamente pouco tempo, a braçadeira estiver no braço deste menino. No lance do golo estava a cobrir a zona como é habitual e não tem culpas directas no lance.
Marcano - Mais uma grande exibição. Ao ver esta dupla de centrais a jogar percebe-se facilmente o porquê de apenas termos sofridos 5 golos no campeonato. Não tão exuberante como o Felipe mas igualmente eficaz. No golo sofrido estava a marcar Mitroglou, por isso está também isento de culpas.
Danilo - Apesar do golo do empate ter acontecido na sua zona de acção, isso não apaga uma grande exibição. Comandou as tropas, foi o patrão do meio campo e ainda teve tempo recuperar 11 vezes a bola.
Alex Teles - Um dos melhores jogos do brasileiro. É um jogador que normalmente não deslumbra mas cumpre sempre, seja a defender ou a atacar. Depois da saída do outro Alex, o Sandro, parece que mais uma vez acertamos no lado esquerdo da defesa, ainda por cima porque só tem 23 anos.
Óliver - Que mimo que é ver este puto jogar, mesmo quando faz aquelas rotundazinhas, não deixando ninguém tirar-lhe a bola. É um dos indiscutíveis de Nuno, já o era com Lopetegui e os 20 milhões por um puto de 21 anos cheio de potencial, parecem-me um valor justo a pagar.
Nuno Espírito Santo (+/-) - Não costumo gostar de surpresas nos onzes iniciais, principalmente nestes jogos decisivos mas a verdade é que hoje o Mister me surpreendeu pela positiva, a titularidade mais que merecida de Corona em vez do desequilibrado Herrera pareceu-me uma decisão óbvia de alguém que tem os tomates no sitio. Nota 10 para Nuno. O pior veio depois do golo marcado, Nuno fez sempre substituições de marcha atrás, entregou o comando do jogo ao Benfica mas mesmo assim, nada fazia prever a paragem cerebral (mais uma) do Herrera. Nota 5 para Nuno. O treinador foi audacioso na hora de escolher o melhor onze para o jogo, mas foi temeroso depois de se ver em vantagem.
Casillas - Aposto que nem o espanhol contaria com uma noite tão tranquila mas a verdade é que Casillas teve seguramente um dos jogos mais fáceis da carreira. Fez pouco e o pouco que fez, fez bem. Uma grande defesa a remate de Samaris e um punhado de pequenas mas boas intervenções resumem o jogo do nosso redes esta noite.
Diogo Jota - Benfiquista ou não, pouco interessa nestas ocasiões, marcou o único golo da equipa, festejou como se fosse azul desde pequenino e foi sempre uma constante ameaça à baliza de Ederson. Ou é o André ou o Jota a resolver, por isso estamos muito bem servidos com esta canalha na frente.


Herrera - O mexicano não andava a fazer jogos muitos famosos e foi relegado para o banco com alguma naturalidade. Herrera é o patinho feio da equipa e já não é de agora, desconfio que sempre o foi desde que chegou ao Porto mas a verdade é Paulo Fonseca, Lopetegui, Peseiro e agora o Nuno, simpatizam com ele e vêm nele um jogador crucial na equipa, ao ponto de o elegerem capitão. Sou fã do Héctor desde a sua chegada mas entendo que depois do que se tem vindo a passar nas últimas semanas e principalmente depois da cagada de hoje, a vida do mexicano na Invicta não se preveja nada pacifica. Hoje esteve 7 minutos em campo e foi decisivo, provocou um canto que nem a diabo lembra e dá espaço e permite ao Horta fazer o cruzamento para o golo. Pior seria difícil. Por outro lado e pondo-me um pouco do lado do jogador, acredito que não vai ser uma noite nada fácil para o mexicano.


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Club Brugge 1 vs FC Porto 2 18.10.2016 - Liga dos Campeões

A vantagem de uma boa substituição.

A passagem para a próxima fase passava obrigatóriamente por ganhar as duas guerras com o Brugge, e nesse aspecto a primeira batalha foi conquistada. Foi a primeira vez que as duas equipas se defrontaram, apesar do Porto até ontem ter um saldo equilibrado contra equipas belgas, foram 6 vitórias, 2 empates e 6 derrotas, muitos dos quais com o Anderlecht. Depois da derrota do Copenhaga em Inglaterra, a passagem volta a ficar ao nosso alcance, embora o Leicester tenha ficado claramente destacado depois de ter conseguido a 3ª vitória em 3 jogos.

O nosso Mister voltou a escolher a equipa que lhe parece oferecer mais garantias, formando aquela espécie de 4-4-2 híbrido que o Nuno tanto gosta mas continua a não transmitir à equipa aquela força de equipa grande. O Porto tem de se assumir de uma vez por todas como equipa grande que foi, é e será sempre, aconteça o que acontecer, seja em fase de constantes vitórias, ou em épocas de sucessivas derrotas. Faz-me um pouco de espécie defrontar equipas como o Copenhaga ou o Brugge com o rabinho entre as pernas, a entrar em campo à espera do que o jogo lhe dá e não a querer dar ordens e mandar em todos os aspectos da partida.

O Porto ontem entrou a medo e pagou por isso, sofreu um golo cedo no jogo e não fosse a relativa rápida reacção e estaríamos neste momento a falar e escrever de um mais que provável afastamento da Liga dos Campeões. O Brugge entrou em campo com 0 pontos, numa situação ligeiramente mais dramática que o Porto, jogava em casa e como tal fez a única coisa que tinha a fazer, entrou forte no jogo e marcou cedo, recuou e tentou aproveitar o contra-ataque para marcar o 2º golo e quase matar o jogo. O Porto felizmente e ao contrário do que tinha sido hábito em alguns jogos anteriores, reagiu cedo, tomou conta do jogo e as oportunidades foram surgindo a partir sensivelmente dos 20 minutos de jogo. A segunda parte é totalmente dominada pelo Porto e posso dizer o Mister desta vez tem nota máxima nas substituições efectuadas, Brahimi e Corona em vez do apagado Jota e do confuso Herrera, deram à equipa a dinâmica necessária para destroçar a defesa belga. Os 2 golos surgiram por jogadores que iniciaram a partida mas foram as mexidas na equipa que embalaram a equipa para uma vitória mais suada do que era esperado, mas totalmente e inequivocamente justa. Nota positiva para a 3ª remontada da época.

Ganhar foi muito importante mas a equipa tem de dar continuidade às vitórias na 2ª volta da fase de grupos, receber e ganhar ao Brugge terá de ser tão natural como obrigatório. O 1º lugar do grupo, embora possível, parece-me um objectivo um pouco complicado de conseguir, fruto dos 5 pontos de vantagem que o Leicester tem, por isso é importante a equipa inglesa retirar pontos ao Copenhaga no próximo jogo do grupo.


Otávio - O MVP da partida. O pequeno mágico continua a fazer jus ao titulo de melhor jogador do Porto esta época. Foi mais uma vez um autêntico desequilibrador, esteve nos melhores momentos da equipa, fez o passe para o balázio do Layún e saiu cedo do jogo completamente estourado. Esteve perto de marcar num remate que rasou o poste e que poderia ter sido o inicio da remontada.
Marcano - Voltamos a ter o Marcano da época de estreia, um defesa central autoritário, rápido, eficaz nas dobras ao defesa esquerdo, perigoso no ataque e que quase sempre resolve bem e não inventa na defesa. Tem formado com Felipe uma dupla de respeito embora neste momento que pareça ligeiramente acima do seu colega de sector.
Corona & Brahimi - As substituições são sempre feitas com o intuito de melhorar algo na equipa, seja defensivamente, ofensivamente ou um misto das duas. Corona e Brahimi foram duas cartadas de génio, porque na altura que entraram a equipa já estava por cima mas faltava-lhe aquele rasgo individual para fazer tombar o muro belga. Brahimi começou logo a mostrar serviço com uma entrada em jogo moralizada e com as suas habituais fintas em cima de uma moeda de 2€, teve um remate perigoso e uma disponibilidade total nos 30 minutos que esteve em campo e Corona apesar de teoricamente ter entrado para a faixa, descaia muito para o centro no apoio ao André. O mexicano sacou um penalti, numa jogada de finta curta que matou o defesa belga.
Layún - Tem culpa directa no golo belga depois de se ter deixado comer que nem um menino mas não se deixou abater e foi o constante e habitual jogador que conhecemos. Sempre a apoiar o ataque, entrega total ao jogo e um remate de fora da área que só parou nas redes defendidas por Butelle.
Reacção ao golo - Um golo sofrido aos 12 minutos pode mexer negativamente com a equipa mas não foi isso que aconteceu. O Porto nunca entrou em histerismos, fez o seu jogo, esperou pelo momento e foi recompensado por isso.
André Silva - Esforçado como é normal, mas não teve uma noite particularmente feliz a par de Jota. Foi frio ao contrário do que os seus 20 anos poderiam permitir e marcou um penalti sem espinhas nos descontos.


Jota - Depois do hat-trick na Madeira, espera-se sempre mais e melhor do Diogo, até porque percebemos que o seu potencial é enorme mas ontem não foi a sua noite. Completamente engolido pela defesa belga, não teve um lance digno de registo e a sua saída foi mais que natural.
Herrera - Já mais que uma vez que escrevi que o mexicano é o 8 e 80 do plantel. Ontem foi o 8, lento, trapalhão, a falhar passes. Esteve relativamente bem no capitulo do remate mas ainda assim não teve a sorte de marcar. Tal como Jota, saiu naturalmente e os 2 golos portistas surgiram depois disso.
Entrar a perder - O Porto tem de parar com esta merda, somos uma equipa grande em Portugal e na Europa, e temos de uma vez por todas de assumir os jogos e entrar em campo como predador e não presa.

domingo, 2 de outubro de 2016

Nacional 0 vs FC Porto 4 - 01.10.2016 - Liga Portuguesa

Quatro murros na Choupana.

A Choupana em particular e a Ilha da Madeira no geral, são locais habitualmente difíceis de ultrapassar pelo maior clube do mundo, embora a tendência de vitória do Porto em casa do Nacional se tenha vindo a acentuar nos últimos 10 jogos, com 8 triunfos, contra 1 vitória do madeirenses e 1 empate. Marcano afirmou durante a semana, que era crucial "dar um murro na mesa", e pelos vistos toda a equipa encarnou esse espirito porque fez um jogo sério desde o apito inicial do árbitro.

Nuno Espírito Santo fez alinhar novamente um onze diferente do jogo anterior, tem sido sempre assim desde o inicio da época e por isso a novidade será que acontecer uma repetição. Semana após semana, jogo após jogo, as experiências tem sido feitas pelo NES como se ainda estivéssemos em plena pré-época e parece que finalmente acertou. Diogo Jota e André Silva revelaram um entendimento bastante assinalavel para um dupla que fazia a sua estreia a titular esta época. O Porto executou na Madeira o que NES anda a apregoar praticamente desde o inicio da época e o resultado foi um jogo muito bem conseguido, muito possivelmente o mais equilibrado dos 11 disputados esta temporada.

O Porto finalmente passou das palavras aos actos, entrou a matar na partida, marcou cedo, controlou o jogo, foi calma e merecidamente ampliando o resultado e não permitiu aos insulares qualquer tipo de veleidades. Casillas teve uma noite estranhamente tranquila e disseram-me que chegou mesmo a perguntar ao banco se o jogo estaria mesmo a ser disputado na Madeira, na malograda Ilha Maldita. Uma defesa sólida, um meio campo criativo e com enorme rotação e um ataque eficaz como nunca, dizimaram por completo uma equipa que se limitava a rematar de longe, e que conseguiu o seu remate mais perigoso quase no final do jogo.

Danilo (25) e Herrera (26), mas principalmente André Silva (20 anos), Jota (19), Óliver (21), Otávio (21), revelam uma equipa indubitavelmente jovem por um lado, inexperiente por outro, mas os dados estão lançados e o futuro pode muito bem ser sustentado a partir desta base de jovens jogadores.


Diogo Jota -  O MVP da partida. 3 golos na primeira parte, 3 golos em 35 minutos. Uma estreia a titular absolutamente soberba. Jota foi em meia parte, o que Adrian e Deproite não conseguiram ser desde o início da época. Demonstrou um excelente entendimento com o André Silva, foi de uma eficácia pornográfica em frente à baliza, e deixou no ar a ideia que o lugar será seu nos próximos jogos sem grande discussão.
André Silva - Um golo à ponta de lança, uma assistência para golo, uma entrega total ao jogo e meia dúzia de lances mal executados, esta foi a noite do nosso menino na Choupana. Para o André deixo um conselho, que peque no jogo de ontem e aprenda alguma coisa ao ver os golos do Jota e a forma fria e eficaz como o colega de equipa os executou.
Óliver & Danilo - 2 jogadores que se completaram praticamente na perfeição e que deram a ideia de jogarem juntos desde sempre. Danilo parece estar a subir gradualmente de forma e a equipa ganha outra amplitude porque permite soltar os restante médios para tarefas mais atacantes. Óliver revelou um muito melhor entrosamento com a equipa e foi aquele box-to-box que a equipa precisa e que os adeptos desejam.
Felipe - Mais um jogo extraordinário. Fez inúmeros cortes, dobrou colegas e tentou a sua sorte nos lances de bola parada mas continua a não tomar as melhores decisões quando tem que sair para o ataque. Tem de refrear a forma como entra em todas as disputas, porque nem sempre tem de ganhar todos os lances divididos.
Marcar cedo - É incrível a tranquilidade que dá a uma equipa já de si intranquila, marcar um golo cedo. O Porto entrou muito bem no jogo e cedo se percebeu ao que vinha e que não iria esperar pelos últimos 20/25 minutos para começar a jogar à bola. O golo de Jota aos 11 minutos permitiu desmontar a táctica defensiva de Manuel Machado e procurar o ampliar da vantagem com calma e critério. Os golos foram surgindo naturalmente, a equipa baixou naturalmente o ritmo na 2ª parte, e as substituições permitiram gerir o jogo sem grandes sobressaltos.


Nada de assinalável a registar - Não há jogos perfeitos mas há jogos que mesmo não sendo brilhantes, conseguem ser muito bem conseguidos. A equipa do Porto não foi perfeita mas nunca deixou que o resultado e a vitória estivessem em risco. A nível individual não houve nenhum jogador que se destacasse de forma negativa.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Leicester 1 vs FC Porto 0 - 27.09.2016 - Liga dos Campeões

Quando adormeces e chegas atrasado ao trabalho.

Há coisas que nunca mudam, tipo o Slimani ter uma apetência criminosa para nos marcar golos (7 em 9 jogos, pior só o Lima com 9 golos em 18 jogos) e tipo nunca ganharmos em Inglaterra. Com a derrota em Leicester, o histórico de confrontos em Inglaterra continua pornográfico, porque em 18 jogos somamos 16 derrotas e apenas 2 empates, curiosamente em 2 jogos contra o meu Manchester United, um deles épico, num dos momentos mais felizes da minha vida. Leicester, Manchester United e City, Chelsea, Newcastle, Tottenham, Arsenal e mais algumas, já todos nos fizeram cair, com mais ou menos estrondo.

Vi alguns jogos do Leicester esta época e na época passada, principalmente a partir do momento em que passaram para a liderança da Premier League e o sonho começou-se a tornar em realidade. O futebol da equipa comandada por Ranieri é tão simples e básico, que chega a ser incompreensível a forma como ganham e ganharam tantos jogos. Vardy e na maior parte das vezes Okazaki massacraram defesas inteiras durante toda a época passada mas Ranieri foi ambicioso e quis algo mais na frente de ataque, quis um jogador semelhante a Vardy, que fosse rápido, que fosse chato e pressionante, que corresse durante 90 minutos, e que principalmente marcasse golos e conseguiu isso tudo com a compra de Slimani. 

O jogo de ontem conseguiu aliar futebol inglês à moda antiga e futebol italiano no seu estado puro. O Leicester entrou forte, usou e abusou do futebol aéreo, quer através de cantos, livres ou lançamentos laterais, e depois de chegar à vantagem, recuou toda a equipa e tentou jogar em contra-ataque, sempre com os 2 panzers na frente preparados para fazer estragos. O Porto acordou tarde e se é certo que merecíamos melhor sorte, não podemos estar sempre à espera dos 20/25 minutos finais para tentar ganhar jogos. Discordando do Nuno mais uma vez, acho que a eficácia ou falta dela não deve ser chamada para esta equação.



Otávio - O MVP da partida. O pequeno Deco voltou a fazer um grande jogo e foi dos poucos que conseguiu fazer mossa na defesa inglesa. Dribles, passes e uma entrega total ao jogo mereciam mais sorte e mais acompanhamento por parte da restante equipa. Sofreu uma entrada durissima mas nem isso lhe retirou a vontade de ajudar.
Danilo - Um bicho no meio dos bichos azuis. Esteve um pouco por todo o lado, compensou laterais, recuperou bolas, saiu a jogar. Foi o Danilo dos melhores momentos da época passada.
Substituições - Nuno fez as 3 substituições e acertou em cada uma delas. Diogo Jota, Corona e principalmente Herrera entraram muito bem no jogo. Diogo Jota foi rematador, Corona teve nos pés a nossa melhor oportunidade no jogo, e Herrera organizou o meio campo, empurrou a equipa para a frente e foi um dos principais causadores da superioridade portista no final do jogo.


Arbitragem - O boi do árbitro turco, que já conheço de outros jogos europeus, tal como é seu hábito, conseguiu ser um dos maiores protagonistas do jogo. Várias decisões erradas, algumas delas incompreensíveis, foram uma forte ajuda para que o Porto não conseguir dar a volta ao golo de Slimani aos 20 minutos. Não deixar o Porto marcar um canto aos 45 minutos da 1ª parte, perdoar uma expulsão a um jogador do Leicester, assinalar mão na bola em todas as situações contra o Porto, transformar um claro penalti a nosso favor numa falta atacante inexistente foram alguma das obras primas de um árbitro que cedo se percebeu, iria ser o 12º jogador inglês. 
Querer entrar com o comboio em andamento - O Porto do jogo com o Copenhaga, Tondela e Leicester, faz-me lembrar um trabalhador que certo dia adormeceu, chegou duas horas atrasadas ao trabalho e quando chegou o momento de sair do emprego e voltar a casa, percebeu que não tinha completado todas as suas tarefas diárias. O Porto ontem foi esse mesmo trabalhador que adormeceu e chegou atrasado ao trabalho, e quando o cabrão do turco Cüneyt Çakir apitou para voltar a casa, percebeu que já não tinha tempo para dar a volta ao resultado. O Porto de Nuno Espírito Santo joga muito pouco (haters, querem começar a falar sobre o futebol do Lopetegui ou esperamos por mais alguns empates e derrotas?) e se para além disso, também chega atrasado aos jogos, está tudo fodido. Raça, Empenho, Vontade e Querer Ganhar são tudo características importantes para se ganhar jogos e canecos mas se só te serves delas a 20 minutos do fim, ou se não consegues praticar um futebol minimamente atractivo, vais ter muitos problemas durante a época.
Brahimi & Deproite - Compreendo que não podes convocar um jogador só porque normalmente eles faz grandes jogo na Europa mas deixar Brahimi na bancada foi claramente um erro do casting. O argelino nas 2 épocas anteriores foi várias vezes acusado de só jogar bem nos jogos europeus, e apesar de ser uma afirmação muito discutível, a verdade é que Brahimi por uma razão ou outra se agiganta na Liga dos Campeões, não aproveitar esse facto, é não aproveitar o melhor que o plantel tem para te dar. Se Depoitre não serve para entrar na 2ª parte, numa altura em que estás a perder por 1-0 e precisas de presença na área para deitar abaixo roupeiros como o Huth e o Morgan, então vai entrar em que tipo de jogo?

domingo, 25 de setembro de 2016

FC Porto 3 vs Boavista 1 - 23.09.2016 - Liga Portuguesa

A 2ª remontada da época.

Foi 133º dérbi da Invicta entre Dragões a Axadrezados a contar para todas as competições nacionais e seguramente um daqueles jogos que não deixará grandes saudades. O Porto tem um histórico em casa claramente favorável, com 55 vitórias em 68 jogos, bem diferente dos jogos no Bessa, onde o equilibrio sempre foi um factor dominante.

O jogo da passada 6ª feira foi de certa forma emocionante, embora longe das batalhas intensivas da década de 90, principalmente quando as partidas se disputavam no Bessa. O Porto voltou a fazer um jogo fraco, na linha do que tem sido a época 2016/17, com alguns sinais de raça e vontade de ganhar após sofrermos um golo madrugador. Nuno voltou a fazer entrar um onze diferente do jogo anterior, voltou a jogar em 4-4-2 e lembrei-me do que se ia dizendo na época passada por esta altura, de Lopetegui a da sua exagerada rotatividade. Continua também o azar com as equipas de arbitragem que nos tem calhado em rifa porque mais uma vez e como tem sido um infeliz hábito, fomos claramente prejudicados.


André Silva - O MVP da partida. Depois de 5 jogos em branco e muitas criticas, o menino voltou a marcar e em dose dupla. Foi eficaz no lance do 1º golo e teve a frieza necessária para colocar bem a bola na grande penalidade. Pareceu combinar bem melhor com Adrián do que com Deproite e também achei que não teve tanta necessidade de se desgastar demasiado nas alas porque o espanhol acaba por ser igualmente bom nessas mesmas funções. Continua a tentar sem sucesso o 1vs1 mas acredito que melhore com o tempo, ou pelo contrário, que se dedique ao que é realmente bom. Como curiosidade, dizer que André Silva tem 5 golos no campeonato nas duas épocas que leva de equipa principal, 3 deles ao Boavista.
Otávio - É para mim o jogador mais regular da época. Continua a ser um jogador fundamental na equipa, seja em 4-4-2 ou no habitual 4-3-3. Tem revelado uma aptidão especial para o último passe, característica principal dos verdadeiros 10 e André Silva tem sido o principal beneficiado com isso. Aliou a tudo isto uma disponibilidade física enorme e uma capacidade de luta brutal. Tem sido dos que mais tem sofrido com entradas duras dos adversários e com a respectiva benevolência dos árbitros.
Felipe - Pelo ar, pelo chão e por mar, o central brasileiro limpou tudo o que mexia. Sou fã deste gajo, acho-o um centralão. Continua a pecar nas saídas para o ataque e em alguma dureza por vezes desnecessária, facto negativo no seu futebol e que não me parece que vá melhorar aos 27 anos. De qualquer das formas, fez um jogão que espero que repita com o Vardy e Slimani.
Reacção ao golo -  O golo do Boavista é irregular, nada a fazer ou dizer mas o Porto soube reagir bem ao soco madrugador. Apesar de alguma excessiva troca de bola sem efeitos práticos, o Porto não deixou o Boavista respirar, tirou-lhe a bola e qualquer oportunidade de contra-ataque e foi merecidamente para os balneários em vantagem. 
Herrera - Parece que o Hector percebeu e compreendeu que não estava a jogar puto e que o banco de suplentes era onde devia estar, porque entrou muito bem em campo, sempre a empurrar a equipa para a frente.


Layún - Acho que é a 1ª vez que ponho o mexicano na zona Kralj. Esteve bem a atacar, embora os cruzamentos tenham saído quase sempre mal medidos e foi a defender que esteve fraco. Bukia, o congolês de 21 anos que jogou quase sempre no lado esquerdo do ataque boavisteiro, passou um sem número de vezes pelo Miguel, algumas delas de forma embaraçosa para o Portista. Como faço parte da #TeamLayún, perdoo-lhe este jogo menos conseguido.
2ª parte - Apesar de estarmos a vencer por 2-1 ao intervalo, o Porto não pode encarar toda uma 2ª parte com aquela apatia própria de quem acha que estar a vencer pela margem mínima é suficiente para ganhar o jogo. Não fosse a ajuda preciosa do redes remendado e teríamos certamente uns 10 minutos finais penosos. Neste aspecto, Herrera com a sua entrada em jogo, foi o principal pacificador do futebol portista.
Nuno Espírito Santo - Já vamos em 9 jogos oficiais, 6 para o campeonato e 3 na liga dos campeões, e temo que o futebol praticado pela equipa não vá ser muito diferente do que o apresentado até aqui. Por outro lado, jogar pouco e ganhar sempre, é para o lado que durmo melhor.
Arbitragem - 6º jogo no campeonato, 6ª arbitragem "azarada" que o Porto teve. Nuno Almeida e os seus auxiliares, fizeram mais uma arbitragem em que na dúvida prejudicaram os de azul e branco. Tem sido assim desde o início da época e cheira-me que não é com newsletters ou álbuns no Facebook que as coisas melhorarão. 

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Tondela 0 vs FC Porto 0 - 18.09.2016 - Liga Portuguesa

Procura-se goleador, com ou sem experiência.

Um pequeno preâmbulo antes da análise ao jogo de Tondela, para falar do árbitro Hugo Miguel em particular e da arbitragem nos jogos do Porto esta época no geral, em caso de dúvida estamos e pelo que se tem visto continuaremos a estar, sempre a ser prejudicados. Ou são penáltis, ou são foras-de-jogo, ou são faltinhas de merda marcadas contra nós, ou são golos mal anulados, de tudo um pouco tem acontecido sempre a desfavor do Porto. Hoje o Deproite fez-me lembrar de certa forma o Hulk (salvas as devidas distâncias técnicas, físicas, whatever), porque ao mínimo contacto com os adversários, via-lhe ser marcada falta. Hugo Miguel teve uma arbitragem manhosa, condescendente com a dureza do Tondela, que teve o seu ponto alto, ou baixo neste caso, quando interrompeu o jogo para marcar uma falta a favor do Porto quando Adrian Lopez estava isolado e em excelente posição para marcar, supostamente porque estaria em fora-de-jogo.

Ao ver este Tondela jogar é impossível não me lembrar do Boavista dos anos 90, 2/3 flechas na frente, uma equipa muito aguerrida, muito anti-jogo e distribuição de muita porrada, um pouco à imagem do seu treinador Armando Teixeira, conhecido no mundo do futebol como Petit. O Porto tem de certa forma um problema com o Tondela, não sei se será da cor dos equipamentos, ou de outro qualquer motivo mas a verdade é que em 3 jogos com os Beirões, o Porto ganhou unicamente um, numa vitória no Estádio João Cardoso por 0-1 com um coelho da cartola sacado pelo Brahimi aos 28 minutos. De lá para cá, uma derrota e o empate de hoje, o que faz do Tondela um dos adversários mais temidos pelo Porto a nível nacional.

Hoje o jogo começou às 18 horas mas o Porto só apareceu para jogar passados 15 minutos e só percebeu que tinha de marcar por volta dos 75 minutos de jogo, altura em que dispusemos de 2 boas ocasiões de golo por André Silva e outra por Adrian. Foi um jogo complicado, o normal após jornadas europeias (o Sporting que o diga), Nuno fez algumas alterações, claramente para dar sangue novo e frescura à equipa, mas o Porto tinha obrigação de fazer claramente mais. O Mister voltou a usar a fórmula do jogo com o Guimarães, com Deproite e André Silva na frente e Brahimi e Otávio nas alas. Sinceramente é um esquema que me agrada quando se usam extremos mais clássicos, daqueles que tem a tendência para ir à linha e não com as sistemáticas vindas para dentro como faz o Porto. Se Nuno gosta deste esquema, se calhar não é pior ideia apostar em Adrian ao lado de um dos pontas de lança, como se viu com a sua entrada, parece combinar melhor com André Silva, do que o Português com o Belga. Óliver revelou ser uma excelente aposta porque a sua entrada em campo coincidiu com o melhor período do Porto. Hoje sim, Nuno pode falar em falta de eficácia, mas não está isento de culpas deste problema, porque segundo se consta, Aboubakar foi afastado da equipa por vontade do treinador e nem o André, nem Deproite são melhores que o camaronês, e Suk não é inferior a Deproite, com a vantagem que tinha calo de futebol português.Tal como no jogo com o Copenhaga, o Porto não fez um bom jogo, embora desta vez tenha feito mais do que o suficiente para ganhar.

Em 5 jogos, 10 pontos e já 5 pontos perdidos, o que traduz inequivocamente a dificuldade que será a época 2016/17. Os últimos dias do mercado serviram para construir um plantel mais equilibrado mas infelizmente não serviu para desenterrar um matador. McCarthy, Lisandro, Falcao e Jackson, deixaram um legado no clube que deveria ter sido mais respeitado, e por muito que goste de ver um avançado da casa na equipa, não me parece que seja com um miúdo de 20 anos e com um jogador Belga, que duvido que alguém tenha ouvido falar dele antes de vir para o Porto, que poderemos atacar uma época e 3 competições com ambições de ganhar pelo menos 2. A azia de hoje não foi maior porque o Rio Ave do Capucho fez o favor de nos dar duas mãozinhas.


Alex Teles - O MVP da partida. O melhor jogo do defesa brasileiro desde que chegou ao Porto. Uma saúde física impressionante permitiu-lhe fazer inúmeras psicinas não só no seu corredor, como na direita a compensar os seus colegas. Atacou muito e quase sempre bem e demonstrou que também sabe defender.
Óliver - Entrou na 2ª parte e lentamente começou a impôr o seu jogo, benefeciando claramente a equipa com isso. Foi através de alguns dos seus brilhantes passes que o Porto conseguiu as poucas oportunidades de golo.
Casillas -  O espanhol teve pouco trabalho mas isso não impediu de ter uma defesa decisiva aos 72 minutos.


André Silva -  Custa-me estar sempre a bater no menino, ainda por cima porque parte da culpa não é dele mas sim de quem achou que o nosso ponta de lança titular deveria ser um miúdo de 20 anos que está a ser completamente queimado. O André teve 2 excelentes oportunidade de golo e falhou as 2, quando ainda por cima fica a ideia que teria colegas em boa posição para receber o passe mas o que me chateia mais é aquela insistência em armar-se em Ronaldo e ir para cima dos adversários quando está mais que visto que o drible e 1vs1, não são de todo o seu forte. Não marca à 5 jogos, facto que para um ponta-de-lança, não sendo decisivo, começa a ser preocupante.
Ineficácia e falta de poder de fogo -  O primeiro remate à baliza do famoso Cláudio Ramos surge aos 82 minutos, ora bem, já seria um dado estatístico mau para qualquer equipa da primeira liga, o que dizer de um candidato ao titulo. Poucas oportunidades de golo e as que tivemos foram francamente mal finalizadas pelos nossos homens da frente.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

FC Porto 1 vs FC Copenhaga 1 - 14.09.2016 - Liga dos Campeões

Porto fraco, fraquinho.

Depois da eliminatória categoricamente ganha à Roma, esperava-se no mínimo um Porto capaz de ganhar, mesmo que fosse sem grande "nota artística", a uma equipa como o Copenhaga. Provou-se mais uma vez que não há equipas fáceis, não há adversários menores, e que na maior prova europeia de clubes, tudo é possível. Começo a falhar logo no primeiro jogo o meu prognóstico em relação à fase de grupos, o que faz com que o Porto tenha a obrigação de ir ganhar à Dinamarca.

Não se pode dizer que o Porto entrou bem no jogo, embora conseguíssemos marcar relativamente cedo numa jogada em que a pressão alta, permitiu a Otávio recuperar uma bola à entrada área, desferindo um míssil depois de combinação perfeita com André Silva. O pior veio depois, o Porto entrega a bola ao Copenhaga, que ganha confiança e começa de certa forma a tomar conta do jogo. Os dinamarqueses são claramente uma equipa inferior mas se lhes damos a bola, se lhe permitimos que a troquem entre si, a tendência é que se agigantem. O chuveirinho começou a acontecer, os nossos centrais ganhavam bola sim, bola não, Casillas sentia que não era nada com ele e começava-se a temer o pior. O 1-0 ao intervalo era de certa forma um bom resultado. Esperava-se um Porto melhor na 2ª parte, um Porto avassalador, um Porto capaz de proporcionar uma grande noite europeia amassando o Copenhaga, ou melhor, eu esperava isso tudo e mais alguma coisa. Erro meu, o Porto foi manso, mansinho, quase inofensivo, e acaba por sofrer um golo estranho, já que o desvio de Danilo pareceu baralhar por completo toda a defesa, Casillas incluído. Nem o facto de jogar contra 10 durante 30 minutos, fez com que o resultado se alterasse até final do jogo. A equipa tentou quase sempre mais com o coração do que cabeça e infelizmente não conseguiu uma jogada que permitisse ter uma clara ocasião de golo. O 4-4-2 foi novamente testado mas desta vez sem o sucesso do jogo com o Guimarães.

Custa-me ouvir o Nuno falar em falta de eficácia, quando praticamente não tivemos oportunidades de golo. Aceito que a equipa tenha tido uma noite menos boa e tenha feito um jogo fraco, não aceito que o nosso treinador resuma este empate à falta de eficácia. O Porto não começa da melhor forma uma fase de grupos onde é a par do Leicester, o claro favorito. Segue-se a viagem a Leicester que foi hoje ganhar ao Club Brugge por 0-3, teoricamente a viagem mais complicada da equipa e parece-me que um empate será um bom resultado, uma vitória será brilhante.


Layún - O MVP da partida. Numa equipa muito nivelada por baixo, foi difícil destacar alguém pela positiva. Mais uma vez o defesa mexicano foi incansável  a defender e a atacar e seguramente um dos que mais empurrou  a equipa para a frente.
Otávio - Um grande golo, uma grande intensidade depositada em jogo, um bom par de fintas e pouco mais. 

  
Herrera -  O médio mexicano fez um 8 no jogo de hoje. Herrera é mesmo assim, capaz de ir do 8 ao 80 no espaço de uma semana. Pareceu sempre um jogador cansado, incapaz de rasgar a defesa dinamarquesa, incapaz de galar terreno e comer metros com bola ou sem. Foi menos 1 em campo e esteve demasiado tempo dentro das 4 linhas.
André Silva - Sempre achei que era demasiado cedo para lançar o André às feras desta forma tão vincada e infelizmente o tempo e os jogos confirmam esta ideia. Na ânsia de querer fazer tudo acaba por ter jogos assim, onde faz pouco. 
Casillas - Fiquei com a ideia, e parece que não fui o único, que o espanhol podia fazer mais qualquer coisa no lance do golo sofrido. É o jogador mais velho da equipa, mas fica sempre a ideia pela forma como entra em campo, que é o mais novo e o mais inexperiente.
Excesso de cruzamentos - Cedo se percebeu que as centenas de cruzamentos que o Porto fez iriam bater no muro dinamarquês, e a equipa e treinador não foram capazes de contornar esse factor com um tipo de ataque mais inteligente e esclarecido.