Pragmático QB

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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Sporting 2 vs FC Porto 1 - 28.08.2016 - Liga Portuguesa

Mãos, Cotovelos e a derrota do costume.

Perder em Alvalade tornou-se um infeliz hábito, com maior incidência na última dezena de anos, já que temos apenas 2 vitórias desde 2006, a última delas em 2008, ano em que fomos a Alvalade ganhar por 2-1 com golos do saudoso Lisandro Lopez e de Bruno Alves e com o golo do Sporting curiosamente a ser apontado pela maça podre. De 2008 para cá, 8 Jogos, 4 Empates e 4 derrotas. Alvalade tem-se tornado numa fortaleza muito complicada de transpor, curiosamente mais complicada do que a Luz onde ganhamos por 4 vezes nos últimos 10 anos. A verdade é que o Porto perdeu e se não é do cu é das calças, senão é das mãos é dos cotovelos, se não é este é o Tiago Martins.

O Porto vinha embalado por um bom inicio de época, sustentado em parte pelas 2 vitórias em 2 jogos no campeonato e por um playoff da Champions duro mas muito bem ultrapassado. Os jogos pós jornadas da Champions costumam ser penosos a nível físico e exibicional mas o Porto entrou em Alvalade pleno de personalidade e confiança. Após os primeiros 5 minutos fiquei com a clara ideia que poderíamos não ganhar mas certamente não iríamos perder, tal a forma desinibida como começamos a partida. O golo de Felipe (mais um na baliza contrária) surgiu naturalmente num livre exemplarmente marcado por Layún mas a vantagem durou pouco porque um quarto de hora depois já a remontada estava concluída. Nuno Espírito Santo voltou a apelar à raça azul e branca mas a equipa do Sporting demonstrou um melhor entrosamento e uma melhor saúde física. A lesão de Corona também não ajudou porque fiquei com a ideia de que iria ser um dos melhores do Porto.

Gostava de falar numa vitória limpinha do Sporting mas ficou sempre a sensação durante todo o jogo que o chavalo Tiago Martins decidiu a favor dos lagartos todos aqueles lances onde poderia existir duvidas. Pelo o que as 2 equipas jogaram, o Sporting foi superior apesar do bom inicio portista, mas em consciência não posso afirmar que tenha sido uma arbitragem isenta de erros.

Nas derrotas temos de tirar obrigatóriamente aspectos positivos, hoje ficou mais uma vez provado que não vamos ganhar os jogos todos, mas tenho a certeza que iremos lutar até ao último minuto.


Felipe - Mais um golo, seu 3º e 2º nas balizas adversárias. Voltou a demonstrar a enorme apetência para os lances de bola parada ofensivos. Teve muito trabalho porque normamente Slimani quis mais a sua companhia do que a de Marcano e como o argelino é muito mais chato que Dzeko, o brasileiro suou mais. Foi limpando quase tudo embora tenha ficado com a ideia que o corte contra o braço (?) de Ruiz pudesse ter sido feito de outra forma.
Danilo - Lentamente volta à sua melhor forma. Em comparação com o Wiliam, nota-se um inferior poder físico mas hoje já esteve melhor do que nos anteriores jogos. Ainda não apareceu a finalizar na área, algo que espero que faça tal como na época passada.
Otávio - O pequeno Deco é um chato do caralho. Nunca desiste de nenhum lance, o que é terrivel para qualquer defesa porque ainda por cima alia a isso uma enorme capacidade técnica. Tentou ajudar o Telles a defender e foi sempre um dos que empurrou a equipa para a frente.
André A. - Penso que foi o seu melhor jogo esta época. O bom inicio da equipa está absolutamente ligado ao bom inicio do André. Poderia ter marcado num belo remate de roçou o poste e foi sempre um transportador de jogo e um lutador enquanto teve pernas para isso.


Defesa Portista - Voltamos a sofrer golos algo estranhos, foi quase sempre assim a época passada e tinha esperanças que parasse de acontecer esta época. Mesmo que o Gelson tenha jogado com a mão (?), é incrível a apatia da equipa após o remate do Bruno César, preocuparam-se mais em pedir falta do que em mandar a bola para o Colombo e mesmo que o Ruiz tenha jogado com a mão (?), fiquei com a ideia que o corte de Felipe poderia ter sido feito de outra forma.
Arbitragem - Não desculpo a derrota com a arbitragem do Tiago Martins, porque achei a vitória do Sporting justa, mas entre mãos e cotovelos (Slimani e Coates), não me lembro de um lance duvidoso onde nos tenha beneficiado.
Herrera - O mexicano é o único jogador da equipa capaz de correr mais de 10 quilómetros de 3 em 3 dias e isso rebenta com o seu rendimento. Hoje esteve bem enquanto houve pulmão, o pior é que o pulmão acabou muito cedo na partida. A sua ida para o lado direito do ataque foi o que faltava para rebentar com o mexicano.
Plantel - Óliver chegou, treinou, foi convocado e entrou ao intervalo para o lugar do lesionado Corona. O Porto precisava de um extremo como Jota como de pão para a boca, porque como rapidamente se percebeu, Óliver não tem essa capacidade, o que obrigou NES a fazer essa troca com Herrera. Tenho saudades de ver um extremo canhoto tipo Rodriguez no plantel.
André Silva - A raça e o esforço do costume mas hoje pareceu-me demasiado agarrado à bola.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Sorteio da Liga dos Campeões 2016/17

A sorte, ou falta dela, ditou que jogaríamos a fase de grupos desta época instalados no grupo G com a companhia de 3 campeões nacionais, o que faz do nosso Porto a única equipa do grupo que não levantou o caneco no final da temporada anterior. Leicester em Inglaterra, Club Brugge na Bélgica e Copenhaga na Dinamarca são os 3 adversários com quem vamos andar à porrada durante os 6 jogos da fase de grupos. Teoricamente, porque nesta fase pode-se esmiuçar sobre suposições, factos históricos, ideias ou fezadas, somos a par do Leicester, claramente os favoritos a passar à fase seguinte. Acredito numa fase de grupos com uma pontuação final a rondar os 13 pontos.

Começando pelo Leicester, um dos campeões ingleses mais surpreendentes de sempre, senão o mais surpreendente, foi uma equipa que viveu um autêntico conto de fadas. Foi uma daquelas histórias com um guião que só uma ínfima parte da cidade de Leicester acreditaria ter um final feliz mas a verdade é que desde que em finais de Novembro a equipa comanda pelo italiano Ranieri chegou à liderança da Premier League, nunca mais de lá saiu. Gostou da experiência, tomou-lhe o gosto, habituou-se a ver equipas como os 2 gigantes de Manchester, Liverpool, Spurs, Arsenal e Chelsea olharem para cima semana após semana e em Maio de 2016 concluiu com o máximo sucesso uma liga inglesa que a partir de um certo momento, todos os fãs de futebol perceberam para que lado iria cair. O Leicester ganhou a Premier League com uns estrondosos 81 pontos, mais 10 que o 2º classificado Arsenal e com apenas 3 derrotas. Actualmente têm 1 derrota e 1 empate nos 2 jogos disputados no campeonato e ocupam o 97º lugar no Ranking UEFA. O Porto tem um histórico francamente negativo com equipas inglesas, 32 Jogos e 17 Derrotas, embora seja a primeira vez que vai defrontar o Leicester. O meu prognóstico vai para a vitória no Dragão e derrota em Inglaterra.

Club Brugge é o campeão belga, e temos sempre de piar fininho contra campeões. O Porto não se dá propriamente mal com equipas belgas, nos 14 jogos disputados, ganhou 6, empatou 2 e perdeu outros 6. Os confrontos foram na sua maioria com o Anderlecht, embora já tenhamos defrontado o Brugge por duas ocasiões, na longínqua época de 1972/73, ganhando 3-0 nas Antas e perdendo na Bélgica por 3-2, passando assim à próxima fase da Taça UEFA. A última vez que defrontamos equipas belgas foi na vitoriosa campanha da Liga Europa em 2011, quando despachamos o Genk com 3-0 na Bélgica e 4-2 no Dragão. O Club Brugge já disputou 4 jogos para o campeonato belga, tendo 2 vitórias e 2 derrotas e neste momento ocupa o 47º lugar no Ranking UEFA. O meu prognóstico vai para a vitória no Dragão e empate na Bélgica.

O Copenhaga ou FC Kobenhavn, é também o actual campeão dinamarquês, tendo ganho o anterior campeonato com 71 pontos, mais 9 que o 2º classificado, o Sonderjysk. Nas "bulhas" com equipas dinamarquesas, o Porto tem 6 jogos e uma única derrota, curiosamente no primeiro jogo com o Vejle-Kolding em 1981. Daí para cá, empatamos 2 jogos e ganhamos 3, o último dos quais com o Aalborg BK em 1995. O Copenhaga actualmente ocupa o 2º lugar no campeonato, com 4 vitórias e 2 empates nas 6 jornadas disputadas e ocupa o 82º lugar no Ranking UEFA. O meu prognóstico vai para a vitória no Dragão e vitória na Dinamarca.

Se apagarmos por instantes da memória, o facto do Leicester ser o actual campeão da liga mais extraordinária e sedutora do mundo, poderemos dizer sem qualquer tipo de chauvinismo, que somos os favoritos a ganhar este grupo. É fundamental ganhar os 3 jogos em casa e amealhar o maior número de pontos possíveis nos jogos fora. Depois da categórica eliminação da Roma e de ficarmos a conhecer os 3 clubes que calharam na rifa, estou plenamente convicto (mas não cegamente confiante como o Paulinho Fonseca) que passaremos à próxima fase.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Roma 0 vs FC Porto 3 - 23.08.2016 - Liga dos Campeões



O silêncio Olímpico.

Extraordinário. Hoje tivemos um Porto personalizado como há muito não se via, um Porto corajoso, ambicioso, pragmático, um Porto à Porto, caralho! As grandes noites europeias voltaram em força e verdade seja dita, há muito tempo que os Portistas mereciam um mimo destes. Foi uma vitória surpreendente nos números, muito por culpa de uma Roma, que tal como no Dragão, usou e abusou de entradas assassinas, e o termo terá de ser mesmo este, porque quando vemos um jogador como o Maxi sair lesionado depois de uma falta violenta, significa que a coisa foi mesmo feia. Estamos na Champions, no nosso habitat natural, na competição onde estamos habituados a jogar e isso é um facto saboroso "pra caralho".

Depois da primeira meia hora no Dragão, onde fomos um adversário dócil, meigo e inofensivo, seria difícil entrar no Olímpico de forma pior. Um golo marcado cedo, seja em que circunstância for, é sempre importante, ainda mais quando aterramos em Itália com a obrigatoriedade de marcar pelo menos uma vez. A justiça divina ordenou que o réu da primeira mão, seria um dos grandes salvadores da segunda mão, porque Filipe arrombou o castelo italiano com a primeira bola de fogo e foi o grande defensor da muralha azul e branca. A Roma disparou muito mas felizmente para nós, dois dos tiros fizeram ricochete e acertaram em cheio no coração da equipa italiana, Rossi primeiro e Emerson depois fizeram-nos um enorme favor e encaminharam a equipa para o fosso da Liga Europa. São 3 expulsões italianas na eliminatória, a que se soma mais 6 amarelos, dados reveladores da excessiva dureza que a equipa (des)comandada por Spalletti impôs nos 2 jogos. O Porto aproveitou bem a superioridade numérica, embora se tivesse posto muito a jeito durante os 25 minutos que demorou a matar o jogo depois da Roma passar a jogar com 9. Layún e Corona, foram os autores das 2 machadas fatais nos giallorossi.


Felipe - O MVP da partida. Felipe Augusto de Almeida Monteiro, nome bem português de Portugal, que bem que podia usar só "Monteiro" na camisola, tipo defesa central à moda antiga, ou então "Felipão", tão comum nos camaradas brasileiros. Sem dúvida alguma, o melhor jogo de um moço que veio do Corinthians mas curiosamente nasceu num bairro de São Paulo chamado Tirandentes. Medo. O Felipe e não Filipe, foi um alien, marcou o primeiro golo e limpou tudo o que lhe apareceu à frente, pelo ar, pelo chão e pelo mar e quando acabou o jogo ainda me veio ajudar a limpar a cozinha. Parece-me um autêntico jogador patrão, muito na onda de Jorge Costa e Bruno Alves e sabe Deus a falta que isso tem feito ao Porto.
Layún - O Miguel não sabe jogar mal, seja a titular, seja a jogar 80 ou 8 minutos, é sempre máximo empenho, máxima concentração, máximo comprometimento com a equipa. Um jogador à Porto que deixa tudo em campo, sempre e em qualquer situação. Marcou o golo que matou o jogo, num excelente contra-ataque conduzido e concluído por si.
Casillas - Obrigado Iker por não fazeres nada que te envergonhe. Não teve muito trabalho mas esteve tranquilo e respondeu bem sempre que foi preciso. Teve duas grandes defesas, logo no inicio num remate de Naingollan e principalmente na defesa com os pés a remate de Salah.
Corona -  4 jogos, 2 golos. Foi sempre um jogador que tentou mexer com o jogo fruto da sua enorme capacidade técnica. Marcou o último golo, num disparo de pé esquerdo, depois de rebentar com os rins a Manolas.
Nuno Espírito Santo - O Mister não inventou e fez entrar a melhor equipa com o melhor esquema tático, o nosso 4-3-3 da praxe que nunca envergonha.
Szymon Marciniak - O juiz polaco fez uma arbitragem muito corajosa e revelou ter uns tomates do tamanho de Itália porque embora as expulsões tenham sido mais do que justas, eliminar 2 romanos em pleno estádio olímpico é de muito valor. Vénias.
Adeptos Portistas - 90 minutos a empurrar a equipa. Estádio Olímpico silenciado. Lindo.



A vantagem numérica - O Porto demorou muito a perceber que estava a jogar com mais 2 jogadores e qual a melhor maneira de tirar partido disso. Foi assustadoramente paciente, deixou a Roma crescer bem mais do que devia e passou demasiado tempo a jogar no seu meio campo defensivo. Felizmente matou o jogo em 2 momentos exemplarmente bem conseguidos.
Sérgio Oliveira - O Sérgio é portista de corpo e alma, nota-se que se quer mostrar e evidenciar, ainda por cima com as noticias da possível vinda de Óliver, mas temo que isso não seja suficiente para singrar no Porto. Tal como Varela, não consegue aproveitar as oportunidades que lhe dão. Hoje entra para o lugar de Otávio que tinha amarelo e vê ele próprio o amarelo 1 minuto depois. Não me lembro de ter tomado uma única boa decisão nos 33 minutos que esteve me campo.
Roma - 3 expulsões em 2 jogos, totalmente justas. Spalletti afirmou que se andaram a preparar durante 8 meses para esta eliminatória. A mensagem pelos vistos não passou.

domingo, 21 de agosto de 2016

FC Porto 1 vs Estoril 0 - 20.08.2016 - Liga Portuguesa



A bola só parou de chorar aos 84.

A época 2016/2017 será muito complicada, como é fácil perceber após estes 3 jogos oficiais. O Porto tem uma assustadora falta de soluções, facto que nem com a raça e vontade depositadas hoje em campo, poderá ser suficiente para ganhar jogos. Faltam jogadores de classe no onze, faltam alternativas credíveis e capazes de mexer com o jogo no banco, falta construir um plantel equilibrado e competente em praticamente todos os sectores da equipa. É preocupante ver a não convocação de jogadores como o Aboubakar e o Brahimi, que mesmo fazendo 23 rodopios sobre si mesmo antes de soltar a bola, ou no caso do camaronês, ter uma falta de confiança enorme e precisar de 27 ocasiões para marcar um golo, são jogadores com categoria mais que suficiente para pelo menos entrar na convocatória de cada jogo. Já o disse mais que uma vez, sou um fervoroso adepto portista, não sou sócio, não me interessa saber para onde vão e como são gastos os dinheiros do clube e nesse ponto de vista, não aceito que jogadores de nível fiquem a assistir ao jogo em casa, enquanto outros com menos qualidade vão a jogo. Se é preciso fazer dinheiro, que se faça com as dezenas de excedentários que o clube tem nos seus quadros. E que dizer de Deproite na bancada? A sério Nuno? O belga não tinha lugar no banco em vez de um dos 4 médios que lá estavam? E o Adrián não merecia a titularidade depois das boas indicações que deu com a Roma? Nuno, poupar jogadores para o jogo em Roma? A sério? Prioridades Mister, e a nossa é o campeonato, carga todo na Liga Portuguesa e seja o que Deus quiser na Champions.

Sobre o jogo jogado, algumas notas de destaque. entre as quais dizer que este Estoril joga tão pouco que não ficarei muito surpreendido se em Maio do ano que vem estiverem com a corda na garganta. 11 ataques durante 90 minutos são reveladores de uma estratégia pouco ou nada ambiciosa, a cultura do jogar para o pontinho que se desculpa a equipas pequenas mas não a clubes como o Estoril. Perante este cenário e numa noite em que o Porto esteve claramente desinspirado, foi preciso o melhor assistente da época passada acertar num dos inúmeros cruzamentos que a equipa fez, para o nosso menino André marcar o único golo do jogo. Temo que a raça e capacidade de pressionar os adversários até praticamente à exaustão possa não ser suficiente para ganhar alguma coisa esta época mas também tenho consciência que nem todos os jogos poderão ser ganhos só com nota artística. O Nuno já provou que tem uma equipa de guerreiros, falta provar se os guerreiros também conseguem jogar à bola.


André Silva - O MVP da partida. Marcou o único golo do jogo e por isso é inevitável esta distinção. O André é isto mesmo, um miúdo que vai andar ali a correr que nem um desalmado até cair para o lado e é essa sofreguidão que pode trair o seu discernimento em frente à baliza. Marcou um bom golo, o 3º em 3 jogos oficiais, tem feito o que se pede a um ponta de lança e contra isso, nada a dizer.
Corona - É neste momento e a par de Otávio, o maior desequilibrador da equipa. Nem sempre tem sucesso mas tem  a confiança suficiente para não desistir e repetir a mesma finta que tentou na jogada anterior sem sucesso. 
Bater até furar - A bola hoje foi muito mal tratada por ambas as equipas mas principalmente pelo Porto porque era quem tinha a real obrigação de ganhar. Eu habitualmente jogo às quintas-feiras com amigos e nem naquela hora de jogo a bola leva tanta porrada como aconteceu hoje. O Porto teve o mérito de procurar de todas as formas mas principalmente através de cruzamentos a tal bola dourada na baliza, aconteceu aos 84 minutos num belo cruzamento de Láyun. 
Maxi - Grande jogo, mais um, o uruguaio é o espelho do Porto de Nuno, incansável, imortal, inquebrável, um poço de força. 


Bolas paradas - Livres laterais, 17 cantos e nenhum golo a partir desse lances. Com tantos lances de bola parada, terá de haver uma muito melhor eficácia, ainda por cima depois de andarmos a sofrer tantos golos da mesma forma. Haja treino malta.
Varela - A cada oportunidade que Varela tem, questiono-me o porquê de ele ainda estar no plantel.
Otávio - Quando pensei que o pequeno Deco iria rebentar jogando no meio, teoricamnte a sua posição natural, o brasileiro traiu a minha confiança. Não é que tenha feito um mau jogo, mas esteve bem abaixo do que fez com a Roma e em Vila do Conde, jogos em que jogou a partir da faixa para o meio.
Herrera - Hoje foi uma autêntica nódoa, e daquelas que nem com a lavagem ao intervalo saem. Esteve muito lento, falhou passes, foi tudo aquilo que a massa assobiativa o acusa de ser, mesmo quando não o é. Jogou muito tempo, demasiado.
Banco - Jogo empatado a 0, necessidade absoluta de ganhar e entra André e Sérgio para os lugares de Herrera e Otávio. Preocupante.


quarta-feira, 17 de agosto de 2016

FC Porto 1 vs Roma 1 - 17.08.2016 - Liga dos Campeões

Entrar a medo, sair de fininho.

Fiquei com várias ideias deste jogo e sinceramente espero não me esquecer de nenhuma, porque ao contrário de jogos anteriores em que tirei notas, hoje dediquei-me quase por completo ao visionamento televisivo da partida. Começando pelo onze inicial com a surpresa Adrián "11 milhões" Lopez, o que realmente me preocupou foi olhar para o banco e ver meia dúzia de cadeiras cheias de praticamente nada. Tremi de susto. Outra situação preocupante foi consultar a equipa que a 15 de Abril de 2015, ou seja, a menos de ano e meio, espetou 3-1 ao colosso Bayern de Munique e perceber que somente um jogador foi titular nos 2 jogos, Herrera. Um único jogador em onze. Preocupante.

Casillas. Vou-me já adiantar ao que de negativo se passou e voltar a falar do redes espanhol, e digo unicamente "redes", porque usar a expressão "guarda-redes" com o Iker é de muito mau gosto e não acho que me fique bem. Zlatan, a propósito da compra de Pogba por valores que, segundo muitos opinion makers, seriam pornográficos, afirmou categoricamente que só a venda das suas (do Zlatan, claro) camisolas, pagaria o valor total do Pogba. A verdade é que só na primeira semana, e segundo se consta, as camisolas do sueco renderam 90 milhões de euros. A minha pergunta é.. quantas mais camisolas de Casillas serão precisas vender para se fazer uma vaquinha (ou vacona) para se comprar um verdadeiro guarda-redes? Já o afirmei por inúmeras vezes, nunca fui fã do Casillas no Real Madrid, não fiquei com o "pito aos saltos" quando o compramos e infelizmente o moço nada fez para que eu mudasse de opinião. Aquela atitude de pânico em cada lance que mete bola é constrangedor para mim e acredito que para ele também.

Sobre Nuno, o Espírito Santo, acredito que a ideia fosse genial, mas aquele 4-4-2 com que o Porto entrou em campo, foi completamente atropelado pela equipa romana. Deu a ideia que Nuno quis surpreender Spalletti, mas o italiano com um jogo de cintura melhor e mais apurado, acabou por ser ele próprio a surpreender Nuno. Nuno Herlander tem 143 jogos disputados como treinador principal, Luciano Spalletti tem 547, pode explicar alguma coisa, ou então não explica absolutamente nada, são só dados estatísticos. O Nuno fez-me lembrar o Jesualdo no tempo em que foi o nosso treinador, porque nos jogos grandes teimava sempre em "inventar" qualquer merdinha que na sua generalidade resultava sempre em merdona.

Foi uma primeira meia hora sofrível, não há outra forma de o dizer. Sempre apoiei Lopetegui, nunca o escondi, e hoje tive saudades dele, muito por culpa da forma como punha o Porto a sair a jogar a partir do guarda-redes. Havia uma exagerada, ou não, troca de bola, mas percebia-se que a equipa sabia o que fazer. Hoje foi ver Felipe e Marcano meter a bola sem grande critério na frente de cada vez que a mesma aparecia naquela zona. Medonho. Sair a jogar com troca de bolas rápidas? Impossível, a Roma não deixava. Um inicio de jogo sufocante, que só quando o relógio bateu nas 20.15h, mudou de figura. Nessa altura a equipa acordou e começou a mostrar as garras com a sociedade Otávio-André a fazer novamente estragos e a meter o Vermaelen na rua. Estava dado o mote para o que seria a segunda parte, com superioridade numérica, houve muita luta, muita vontade, muita raça, mas pouco ou nenhum esclarecimento. O empate surgiu relativamente cedo e Nuno quis meter um desinquietador no jogo para partir a Roma ao meio mas a verdade é que a entrada de Corona, só conseguiu matar o Porto.

"Em Roma, sê romano", o Porto terá de fazer um jogo muito inteligente em Itália. A Roma tem a vantagem do golo marcado fora, o que obriga o Porto a marcar pelo menos uma vez. A última vez que fomos a Itália, empatamos a 2 golos com o Nápoles e passamos a eliminatória depois da vitória por um golo no Dragão.


Otávio - O MVP da partida. Otávio fez uma época 2015-2016 excepcional em Guimarães por empréstimo do Porto, a dúvida seria como se iria impôr no Porto esta época. Dúvidas desfeitas, o brasileiro é um tratado e acredito que Nuno o vai pôr a jogar no meio mais cedo ou mais tarde. Fazia tão bem ao Quintero ir ao Youtube e procurar "Otávio - Goals and Skills". O pequeno Deco joga, faz jogar, corre, passa. Enorme.
André Silva - 2 jogos oficiais, 2 golos. O André tem aquele espírito guerreiro de lutar por cada bola, cada lance, cada naco de relva mas temo que esta faceta de Lisandro Lopez, lhe tire algum discernimento na hora de finalizar. Fez um jogo muito esforçado, mereceu o golo e ao contrário de Vila do Conde, cobrou de forma exemplar o penálti. 
Dupla de centrais (+/-) - O entendimento existe, está algo escondido mas existe. Nota-se que há ali trabalho, muito ao género do que foi a primeira época de Lopetegui com Maicon e Marcano. Marcano parece estar ao nível do que foi a sua primeira época, o que é bom e Felipe quando corrigir o seu tempo de entrada aos lances, será um central melhor. Por outro lado é o 2º auto-golo do central brasileiro, não sendo (ainda" um facto preocupante, parece-me algo que mereça alguma atenção.
Alex Teles - Um defesa muito ao estilo de Alex Sandro, tecnicamente evoluído, sem problemas em procurar o 1 vs 1, capaz de ir à linha cruzar e não compromete ao defender. Uma solução compelatemte diferente de Láyun, por isso uma boa solução e um bom jogo.
Adrián Lopez - Não sei se anda a ter consultas com a famosa Susana Torres, mas seja lá o que for, tem resultado. Está mais solto, mais interventivo e afinal ainda há esperança de ter um cheirinho do que foi o Adrián do Atlético.


Casillas - Ler em cima. 
Entrada em falso - Primeira meia hora a levar pancada, muito por culpa de um esquema táctico que deu a ideia de não ter sido treinado. A Roma bateu, amassou mas felizmente só conseguiu marcar um golo neste período de maior fulgor italiano.
Bolas paradas defensivas - 2 jogos, 2 golos sofridos. Acorda Porto.

sábado, 13 de agosto de 2016

Rio Ave 1 vs FC Porto 3 - 12.08.2016 - Liga Portuguesa

O(s) Arco(s) do Triunfo.

O Pragmático QB esteve ausente durante algum tempo, tempo demasiado, infelizmente. A verdade é que um Blogger é de certa forma um "artista", e qualquer artista em qualquer actividade necessita de uma musa, uma inspiração que o faça naturalmente escrever, desenhar, esculpir. No meu caso pessoal, essa musa é o Futebol Clube do Porto, clube que amo e que sempre me fez escrever ou pensar em escrever, independentemente do melhor ou pior momento desportivo. A verdade é que desta vez, a "má fase" da equipa, deixou-me completamente desinspirado e com pouca ou nenhuma vontade de partilhar a forma como vi a bola nestes últimos meses. Hoje e passados 5 meses da minha última posta de pescada, venho reabrir aqui o tasco, com a promessa de tudo fazer para que o bom ou mau momento do meu clube não afecte a minha inspiração e o meu amor à causa. Hoje escrevo, depois de curiosamente o ter feito pela última vez no dia 13 de Março de 2016, dia do meu 39º aniversário.

Depois de que se viu na pré-época, com o futebol jogado e com a dança de compras e vendas, ninguém no seu juízo perfeito, poderá estar à vontade e demasiado esperançoso e confiante com a época que hoje se iniciou. Poucas jogadores de relevância a entrar e uma enorme nuvem de fumo a encobrir possíveis vendas, com o Brahimi e Aboubakar no meio dessa lavoura negocial. Ficou evidente uma coisa, não há dinheiro para gastar, vai lá saber como. O clube que fez 100 milhões de euros em vendas há um par de anos, está com um poder de compra a roçar o sofrível. Felipe, Alex Telles e Depoitre foram comprados por verbas a rondar os 6 milhões cada, e no caso do belga deu a clara ideia de ser uma solução à pressa e em desespero. Este inicio de mês de Agosto deu para entender que temos um bom onze, mas o que realmente me preocupa são as soluções, ou falta delas neste caso, no banco. Estou pessimista, assumo-o sem qualquer tipo de rodeios mas espero que o nosso Mister Porto tenha sido a nossa melhor contratação e que devagarinho mas com alguma pressa, volte a pôr canecos no Museu.

Falando um pouco do jogo de hoje, foi complicado como seria de prever. O Rio Ave já com mais tempo de preparação e com uma eliminatória de Liga Europa nas pernas, criou-nos alguns problemas, chegando ao ponto de inaugurar o marcador e a época 2016/2017. Curiosamente o autor do 1º golo, foi também o primeiro a levar com um cartão vermelho nas bentas, se não é recorde, deve andar lá perto. O Porto entrou razoavelmente bem no jogo mas aquele golo do Marcelo fez-nos ver passar à frente dos olhos os últimos 3 anos, e isso não é nada bom. O Porto, não o sendo, respondeu à campeão e com uma atitude à patrão, poderia ter ido para o intervalo já com a remontada feita, porque o Tecatito foi o primeiro a demonstrar azia e empatou rapidamente o jogo, enviando uma bola ao poste logo de seguida. O Mister Porto foi ao balneário e deve ter dado a entender que não estava para estas merdas, que não foi para isto que veio para a Invicta e que queria ver as coisas resolvidas rapidamente. O Herrera, que é um bom moço, um tipo pacato, um rapaz que normalmente faz o que lhe mandam, pôs o Porto na frente do marcador com um balázio que se ouviu em Pachuca e pouco tempo depois o nosso André ampliou a vantagem, depois de recarregar um penalti cobrado por ele mesmo. Vitória justa do Porto, jogo com algum sofrimento como certamente irão ser quase todos esta época.


Gostei do Felipe, é duro, fortíssimo nas divididas de cabeça e quando perceber que não está a jogar no Brasil e que terá de ser e pensar muito mais rápido, será um caso muito sério. Terá de corrigir também a forma de disputar os lances, porque com um árbitro de gatilho leve, poderá não cabar muitos jogos. Parece-me ser um jogador com uma mentalidade e personalidade forte, que poderá marcar uma era no Porto. Acredito que seja o patrão da defesa muito em breve e um jogador que poderá envergar a braçadeira a médio prazo. Gostei também do Octávio, percebe-se facilmente o porquê de ser ele e mais 10 no Guimarães da época passada, e a sua aparente sintonia com o nosso André, parece estar bem oleada. O Herrera foi o mesmo de sempre e para sempre, lutador, corredor, marcador de grandes golos, o meu jogador fetiche do Porto, um jogador que enquanto estiver vivo vai dar tudo em campo, para mim o MVP da partida. Notas positivas para o Corona por ter dado inicio à reviravolta com um golo oportunista e ao Marcano por ter limpado quase tudo na sua área de intervenção.


Nota negativa para o árbitro, que num jogo que foi tudo menos violento, conseguiu expulsar 2 jogadores. Não teve influência no resultado mas demonstra alguma falta de bom senso numa época que ainda agora começa.

domingo, 13 de março de 2016

FC Porto 3 vs União da Madeira 2 - 12.03.2016 - Liga Portuguesa

Sofre sofre, Porto sofre.

Quando uma equipa como o União da Madeira vem ao Dragão e obriga o maior do mundo a acabar o jogo com o "credo na boca" e a mandar chuto para a frente, percebemos rapidamente como que tem sido a época do Porto este ano. Foi a 6ª visita da equipa da Madeira à Invicta e mesmo perdendo todos os jogos, desta vez conseguiram-no fazer de forma muito mais equilibrada, marcando 2 golos, o dobro do que tinham feito nas anteriores 5 partidas.

Entre castigos e lesões, o Porto partiu para esta jornada sem André, Danilo, Indi, Marcano e Evandro. 5 jogadores habitualmente convocáveis, 4 deles habituais titulares, 2 médios e 2 defesas centrais. Isto explica muita coisa mas não explica tudo. Com o Arouca os centrais foram Maicon e Indi e jogaram Danilo e André e sofremos 2 golos, com o Moreirense jogaram Marcano e Chidozie e novamente Danilo e André e sofremos 2 golos, com o Braga jogaram Indi e Marcano e Danilo e André e sofremos mais 3 golos. Poderemos concluir que mesmo com a dita equipa titular, o Porto sofre muitos golos, quase na sua maioria pelo meio e violando aquele quadrado formado por 4 jogadores (2 médios centro e 2 defesas centrais) à frente da baliza. Ontem sofremos 2 golos no jogo mais propicio para isso porque faltava o quadrado titular à frente de Casillas. As rotinas são importantes mas a competência é mais.

O Porto entrou muito bem no jogo, solto, com boas combinações e não dando qualquer tipo de abébia ao União. Embora pareça um contra-senso, o Porto rematou bastante embora ficasse a ideia em muitas ocasiões, que deveria rematar mais porque alternavam o remate fácil com muitas tentativas de entrar com a bola pela baliza dentro. O golo acabou por acontecer cedo no jogo e de forma natural, numa jogada que a boa visão do Sérgio e a raça de Maxi, permitiram a Aboubakar fazer um golo fácil. O União pouco fez para não ir a perder para o balneário, salvando-se um bom remate de fora da área que Casillas sacode para canto e um livre indirecto que passa perto do poste. A 2ª parte não foi bem jogada mas foi emocionante, o que vai contra tudo o que um portista quer nesta altura, porque nós não queremos emoções fortes, queremos vitórias categóricas. O Porto sofre 2 golos onde fica clara a inaptidão que esta equipa tem para defender, o primeiro dos quais depois de uma perda de bola do Sérgio que tenta fazer um passe de peito quando o poderia fazer de forma mais segura, e o segundo numa jogada tremendamente simples e eficaz com o União a aproveitar a "falta de jeito" da defesa portista. Quando o empate parecia tão natural quanto óbvio, Corona passa a bola para Suk que se limita a amortecer para o mexicano fuzilar a baliza insular, numa jogada tão simples que até parecia mentira. O Porto acaba o jogo em casa com o União a mandar pontapés para a frente e a fazer substituições nos descontos para queimar tempo, factos que são sintomáticos do actual momento azul e branco.

Na próxima jornada viajamos até Setúbal para defrontar o Vitória, uma equipa que vem a descer em queda livre na tabela classificativa. 3 derrotas nas primeiras 13 jornadas contrastam com as 7 derrotas nas últimas 13, números que deixam os Sadinos perto da linha de descida, meses depois de terem andado nos lugares europeus. O Porto dá-se muito bem em Setúbal, na época passada ganhamos por 0-2, com golos de Brahimi e Jackson e já não perdemos com desde 1983.


Herrera -  O MVP da partida. De longe o melhor portista em campo, numa exibição sustentada também nos números, 90% de eficácia nos passes, 4 passes para ocasião de golo, 1 golo de muita classe, um quase golo de antologia e muitos quilómetros percorridos. Fez o seu 7º golo no campeonato.
Maxi - Novamente um jogo muito bem conseguido. Maxi foi dos que mais empurrou a equipa para a frente e fez mais uma assistência na raça para Aboubakar. Não sendo um Layún a assistir, já leva 7 passes para golo. Não estando directamente ligado aos 2 golos sofridos, ficou a ideia que podia e deveria ter feito mais no 2º golo do Danilo.
Corona - O melhor jogo do extremo na era Peseiro. Mais solto, muito mais confiante, está directamente ligado a 2 golos da equipa, passou em esforço para Herrera marcar e marcou o 3º e decisivo golo numa jogada muito bem delineada.


Quando os números não traduzem o que se passou em campo - O Porto teve 74-26% na posse de bola, 28-5 em remates (11-3 enquadrados na baliza), 10-3 em cantos, números que deveriam ser mais do que suficientes para terminar um jogo de forma folgada e descansada. Peseiro diz que "qualquer erro que cometemos, dá golo na nossa baliza", não deixa de ser verdade mas o nosso mister também tem de perceber que isso não é obra do acaso, nem se pode justificar unicamente com as constantes mexidas na equipa.
Golos sofridos -  Há factos evidentes no futebol que o Porto apresenta sob o comando do Peseiro, um deles é a quantidade pornográfica de golos sofridos. Com Lopetegui e no que diz respeito apenas a esta época e só para a Liga Portuguesa, o Porto sofreu 10 golos em 16 jogos, o que comparando com os 12 golos em 8 jogos no legado de Peseiro, facilmente nos faz concluir que a equipa sofre muitos mais golos, demasiados. Haveria uma atenuante caso o Porto de Peseiro marcasse muito mas nem isso acontece porque nesse aspecto as estatísticas são semelhantes, 31 golos marcados em 16 jogos com Lopetegui e 16 golos marcados em 8 jogos com Peseiro, sobrando para Rui Barros a melhor média, com 5 golos marcados e 1 sofrido em 2 jogos, apesar desse mesmo golo ter significado a derrota em Guimarães. Peseiro sofreu golos em 7 dos 8 jogos, escapando a sua estreia com o Marítimo no Dragão, que poderá ser explicado com o pouco tempo que o treinador teve para não mexer no que estava anteriormente a ser bem feito por Lopetegui. O Porto sofria golos a conta gotas, agora sofre golos com a torneira toda aberta. Outro facto, com Lopetegui perdemos 1 jogo em 16, sem o basco, 3 jogos em 10. O que lá vai, lá vai, o que passou, passou, mas é importante dizer que o Porto não melhorou em nada com a mudança de treinador, conseguindo piorar em alguns aspectos.