Pragmático QB

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

FC Basel 1 vs FC Porto 1 - 18.02.2015 - Liga dos Campeões

Cosme Machado Strikes Again.

Sigo a Premier League regularmente à uns valentes anos e nesta última década o árbitro de referência do futebol inglês foi Howard Webb, que embora tivesse falhas como todos os outros - algumas delas graves e inexplicáveis - primava por uma postura sóbria, firme e pedagógica, muito por "culpa" do facto de ser um ex-policia. Fruto desta forma de estar no futebol, tornou-se num dos grandes nomes da arbitragem mundial, marcando presença em jogos de extrema importância como a Final do Mundial 2010 na África do Sul.

Esta pequena introdução serve para chegar ao árbitro de ontem, o inglês Mark Clattenburg. O Marquinho, forma carinhosa pela qual optei por o tratar, é um árbitro que desde 2004 - altura em que entra na Premier League e coincidentemente altura em que me apaixonei por todo o universo do futebol inglês - coleciona fracas arbitragens. Talvez tentando seguir a linha do seu "mestre" Howard, o Marquinho sempre gostou de dar nas vistas dentro das 4 linhas, com uma postura demasiado autoritária e vaidosa, tentado ser sempre ele o foco das câmaras e o protagonista (palavra que o nosso mister tanto gosta de usar) máximo de um jogo de futebol.

Não querendo pormenorizar em demasia todos os lances onde sinto que a equipa foi prejudicada, ontem tivemos o desprazer de assistir à típica "arbitragem caseira". O jogo contra o Guimarães em termos de agressividade, comparado com este, foi uma brincadeira de crianças. Os jogadores do Basileia usaram e abusaram da violência em quase todas as faltas que fizeram, havendo uma dualidade de critérios gritante na amostragem dos cartões e se quisermos ser justos, o Basileia nunca poderia ter acabado este jogo com 11. Embora o golo de Casemiro tenha sido bem invalidado, fica um penálti clarinho por marcar sobre Jackson.


Chega de arbitragem, falemos de futebol. Foi mais uma batalha igual a tantas outras nesta época, o Porto a controlar o jogo, golo da equipa adversária na única vez que vai à nossa baliza. O Porto entra muito bem no jogo, a equipa do Basileia está perfeitamente manietada e num passe que come de cebolada toda a defesa azul e branca, Derlis González (ironia do destino ex-jogador do Benfas) inaugura o marcador. Foi um soco bem na ponta do queixo da equipa, porque a partir do minuto 11, a equipa abanou mas não caiu, não permitindo ainda assim qualquer lance de perigo junto da baliza de Fabiano. 

Na 2ª parte a história foi completamente diferente, o Porto agarrou no Basileia pelos colarinhos e o jogo só teve um sentido. As oportunidades de golo não foram condizentes com a posse de bola, embora toda a gente que viu o jogo em casa, e acredito que também no estádio, percebesse que o empate acabaria por chegar mais minuto menos minuto. Minuto 78, penálti limpinho a favor do Porto e qual é o meu 1º pensamento? Foda-se, o Evandro não está em campo! Danilo assumiu a marcação e redondinha na malha lateral da baliza do checo Vaclík, golo justíssimo do Porto. A partir daqui, as equipas pareceram gostar do resultado, o Basileia contente por viajar para a Invicta com um empate saboroso depois do "amasso" em casa, e o Porto feliz por empatar um jogo fora de casa com golos, numa partida em que o Cosme Machado inglês fez de tudo para que não nos fosse favorável.



Danilo - O melhor em campo. Não tremeu na hora de marcar o penálti e juntou a isso 90 minutos em alta rotação. Voltou a ser a locomotiva a que nos habituou, fazendo milhentas piscinas naquele corredor direito.
Jackson - Mais um jogo muito batalhador do colombiano. Fartou-se de levar porrada dos exterminadores Samuel e Suchy que com um árbitro menos caseiro não terminavam o jogo. Incansável a jogar e fazer jogar, jogando como tão bem sabe de costas para a baliza. Falhou o golo por pouco num remate por cima da barra.
Tello e Casemiro - Se calhar vou ser crucificado por afirmar que fizeram um bom jogo, opinião que vai contra os comentários de alguns camaradas meus e também dos comentadores que analisaram o jogo. Se é verdade que Tello voltou a tomar más decisões sempre que se impunha uma melhor clarividência, não é barbaridade nenhuma dizer que o extremo esteve muito em jogo, quase em todos os lances perigosos da equipa. Por outro lado, vi um bom jogo de Casemiro. Herrera e Óliver subiam muitas vezes ao mesmo tempo, jogando a maior parte das vezes perto da área suíça, deixando o brasileiro com muito trabalho cá atrás. É verdade que voltou a falhar alguns passes, principalmente os longos, mas a defender foi um guerreiro. Deu a porrada habitual, facto que lhe custou um amarelo aos 28 minutos, mas conseguiu fazer o resto do jogo de forma inteligente. Um senão, o passe e golo suíço surgem na sua zona de acção.
Marcano e Maicon - Uma falha da defesa, um golo. Tem sido a nossa sina esta época. Os adversários têm-nos castigado sem piedade todas as pequenas falhas. Golo à parte, voltaram a formar uma dupla sólida, coesa e muito bem entrosada.
Adeptos - Foi lindo o espectáculo dado dentro e fora de campo.



Brahimi - Voltou a enveredar por aquele estilo de futebol pastoso que o atingiu em determinada altura da época pré-CAN. Às vezes parece ser um jogador que não consegue optar pelo mais simples e básico do futebol moderno, o passe ao primeiro toque, tem sempre de fintar pelo menos o seu adversário directo antes de decidir o que fazer à bola. Não gosto deste Brahimi, por muito que consiga ser decisivo em muitos jogos.

Arbitragem -Tal como o nome do Blogue, tendenciosa QB.












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